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sábado, 16 de setembro de 2017

The Walking Dead já não presta?

The Walking Dead mordeu a televisão e transformou-nos instantaneamente em fãs . Tornou-se num dos mais populares programas de tv da atualidade, numa das melhores séries. Mas o que é que aconteceu? Eu pessoalmente, que não podia perder um único episodio, nem uma única vez, vi-me a esquecer de seguir a série nesta ultima temporada. Porquê? Bem, várias razões, principalmente porque acho que a série tem vindo a descer em qualidade, e eis o porquê:

- A ultima temporada: a temporada 7 é a razão principal por eu estar a escrever isto, mas estes já são problemas que vinham a notar-se com a progressão da série. A sete foi, basicamente, as preliminares antes do sexo; sem o sexo. Uma grande antecipação para um grande nada. A preparação para a guerra que nunca chegou; ok, sim, houve uma batalha no fim, mas guerra, guerra, só para a próxima.

- Demasiadas personagens: as historias estão diluídas entre as personagens principais e que queremos saber mais, e personagens dispensáveis que ocupam só espaço e tempo. Um trás para a frente de personagens que parece não evoluírem: Rick, um líder impecável, noutras vezes um maníaco que não quer liderar ou é um cobarde que desiste, mas não exatamente. Ou Carol, vitima de violência domestica, evolui para uma das mais fortes personagens da série, para depois regredir, sem aparente razão, para um menina que só quer reclusão e chorar por ter sobrevivido até então. Agora parece querer voltar a lutar (o trás para a frente).

- Cenários e locais: parecem baratos; porque o são. Todo o programa parece ter um orçamento minúsculo. A série é composta de casas degradadas e abandonas e armazéns (todos iguais); sim eu sei que é um mundo pós apocalíptico, mas fogo, ponham alguma imaginação nisso. Todas as comunidades parecem iguais com a variante de uma comunidade ter um armazém ligeiramente maior que outra, ou uma comunidade viver numa floresta e outra e tem casas ligeiramente mais limpas.

- A realização: The Walking Dead nunca foi um show de total terror (talvez por ser de tv, ou por passar em horários em que espectadores mais novos ainda o podem ver), mas foi sempre uma série de nos fazer agarrar à cadeira com o que podia vir a seguir. Lentamente começou a abandonar esta sua direção. Não é, nem um pouco, assustador.
Negan, um grande vilão, podia ser muito melhor aproveitado com a camara num outro ângulo, um aproveitar das sombras, a musica, algo para fazer a sua bela atuação sobressair ainda mais.
É fácil adivinhar quem vai morrer, dão, quase sem explicação, demasiada atenção à personagem naquele episódio.

- Má coreografia: estou a pensar na luta de empurrões de Rick com um Walker num foço de carros.já não se percebe como os heróis continuam a ser surpreendidos por seres tão absurdamente desastrados, barulhentos e lentos como os Walkers.
Todos parecem morrer pelas pior decisões possíveis, por decisões estupidas que as metem desnecessariamente em perigo. Rick a tentar apanhar um veado e a cair no meio de Walkers.  Rosita e Sasha a meterem-se no ninho de vespas (complexo de Negan) à espera de não sei o quê além de serem picadas.

- O Enredo: Armas e alimentos que aparecem quase do nada quando a historia assim o exige. Até os personagens dizem: "não te preocupes, as coisas vão melhorar"; e melhoram. Tropeçam num lugar cheio de comida ou pistolas. Não há plano, a não ser, andemos nesta direção a ver o que acontece.

Eu adorava Walking Dead e quero muito que volte à boa forma. Voltemos a dar o protagonismo aos Walkers (as verdadeiras estrelas da série), que nos consigam arrancar sustos com o que pode vir a acontecer, invés de só o que acontece meio aos tropeções. Voltemos a dar seguimento à historia, invés de ficar estagnados no mesmo.

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Tiago Dutra

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Quantas vezes ouvi: "Já não tens idade para isso". E enquanto me tentava encaixar no que julgavam certo, largava o que era certo para mim, uma luz foi-se extinguindo. Foi só quando me aceitei por quem sou: um geek, que abracei a imaturidade dentro do meu corpo já adulto, é que me permiti ficar mais solto, ganhar liberdade, ser mais feliz. 
Eu gosto de comics, adoro cinema, aprecio arte de fantasia, adoro escrever, primeira paixão foi a TV, ainda vejo animação, gosto de historia: meus escapes. 
Ser geek não é usar óculos e ser franzino, esse é o estereotipo, ser geek é viver com paixão aquilo que gostamos; podemos todos ser geeks. 
Dar asas à minha imaginação e criatividade, ser eu mesmo,permitiu-me realizar sonhos: publiquei o livro “Terra Antiga o Duelo”; participei no livro “Contos ao Vento”. Minha primeira experiência na blogosfera: pensamento-indescoberto. Entrei nos Workshops de Pedro Chagas Freitas; tenho também um canal no youtube com o mesmo nome que este blogue.
Posso estar a envelhecer, mas enquanto me deixar ser imaturo, posso também, de uma maneira, ser jovem para sempre.

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