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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Super Homem: um herói aborrecido?

O Super Homem pode não parecer, mas é complexo. Quando põe o fato, ao contrário de outros super-heróis que escondem quem são, ele é ele mesmo, kal El, filho de Jor El de Krypton, Clark Kent é o disfarce. É guiado por uma forte bússola moral - o escuteiro - abordagem explorada no filme de animação Superman VS The Elite. É tão poderoso que não precisava ser bom e apesar de ser um extra-terrestre é o mais humano de todos nós.
Em criança eu adorava o Super Homem, um dos mais populares personagens fictícios em todo o mundo - talvez o super-herói mais popular de sempre. Lembro-me, em criança de esperar até às onze horas da noite para ver pela primeira vez, na televisão, o Super Homem de Christopher Reeve, uma proeza nada fácil para quem não passava das dez horas sem já estar no segundo sonho.
Agora o outro lado e em atalho à resposta: sim, Super Homem consegue ser aborrecido. Um herói que pode tudo, e existe pouco que pode contra ele pode ser aborrecido; vulnerabilidade cria interesse. Por exemplo: Batman entra num beco onde estão seis homens armados,  atira seus batarangs, é ferido de raspão num ombro, mas não desiste, Batman desarma o que tem a faca, etc; agora, Super Homem entra no mesmo beco, está lá um tanque, nada acontece, com um dedo ele destrói o tanque. Então, no aspecto da acção, Super Homem pode ser aborrecido. Ser o mais forte que existe, é de certa maneira uma desvantagem ao personagem. Saber que o herói é o mais poderoso não ajuda a criar interesse, pelo menos para a maioria das pessoas, saber que se vai ganhar tira o entusiasmo, dificulta e muito o trabalho do argumentista.
Super Homem é, no entanto, fantástico quando na Liga da Justiça. Porquê isso? Quando parte de uma equipa ele vai contra adversários bem mais fortes, porque é isso que a Liga é, a junção de heróis que não conseguem enfrentar certas ameaças sozinhos. E é espectacular vê-lo na Liga como figura central, o seu mais poderoso aliado, precisamos do Batman para planear, da Wonder-woman para ser corajosa, da imaginação do Lanterna Verde, e da força de Super Homem, poderoso como é, ele não domina quando na equipa, ele tem um papel.


4 comentários:

  1. Este é um personagem extremamente difícil de se trabalhar, mas ainda assim, é um de meus heróis favoritos.

    Eu não gosto do fato dele ser tão poderoso ou ter tantos poderes. Quem tem mais de 35 anos e lê quadrinhos deve se lembrar do Superman de John Byrne, logo após as primeiras Crises nas Infinitas Terras. Da mesma forma que Miller redefiniu Batman, Byrne trouxe uma nova abordagem ao homem de aço:

    Ele era menos poderoso (ainda era o mais poderoso de modo geral, mas não o bastante para resistir contra dois pesos pesados, como Mulher Maravilha e Aquaman), e seu maior valor não estava em seus poderes, mas em sua personalidade e no fato de que ele inspirava outros a serem pessoas melhores, e a fazer grandes coisas, mesmo sem nenhum poder. Ele claramente se continha para não ofuscar outros e para evitar que as pessoas ficassem muito "acomodadas e dependentes" de sua presença.

    Acho que é assim que o personagem deveria ser sempre conduzido: Como um símbolo de honra e humildade.

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    Respostas
    1. Folgo em saber que és um fã, Odin. Quando o Super-Homem é bem escrito eu gosto, e muito, do personagem. Tenho muita curiosidade no trabalho que Max Landis está actualmente a fazer com ele, ainda não li.

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  2. Partilho da mesma opiniao, tal como nao dariamos valor a dias ''bons'' se nao houvessem dias ''maus'', um super-heroi que já parte do inicio sabendo que nao será derrotado, perde quase totalmente o interesse.

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    Respostas
    1. É realmente difícil haver aproximação do publico com um personagem assim, mas existem outros valores que ele tem que são bem humanos, honestidade, esperança, positivismo.

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Tiago Dutra

A minha foto

Quantas vezes ouvi: "Já não tens idade para isso". E enquanto me tentava encaixar no que julgavam certo, largava o que era certo para mim, uma luz foi-se extinguindo. Foi só quando me aceitei por quem sou: um geek, que abracei a imaturidade dentro do meu corpo já adulto, é que me permiti ficar mais solto, ganhar liberdade, ser mais feliz. 
Eu gosto de comics, adoro cinema, aprecio arte de fantasia, adoro escrever, primeira paixão foi a TV, ainda vejo animação, gosto de historia: meus escapes. 
Ser geek não é usar óculos e ser franzino, esse é o estereotipo, ser geek é viver com paixão aquilo que gostamos; podemos todos ser geeks. 
Dar asas à minha imaginação e criatividade, ser eu mesmo,permitiu-me realizar sonhos: publiquei o livro “Terra Antiga o Duelo”; participei no livro “Contos ao Vento”. Minha primeira experiência na blogosfera: pensamento-indescoberto. Entrei nos Workshops de Pedro Chagas Freitas; tenho também um canal no youtube com o mesmo nome que este blogue.
Posso estar a envelhecer, mas enquanto me deixar ser imaturo, posso também, de uma maneira, ser jovem para sempre.

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